A própria batida do coração revela um perigo, alerta senão falta ar. Jogo de dois, dois pra lá, dois pra cá. Um movimento se segue e um pulso marca a música. Há um silêncio na relação. Segundos antes de mergulhar, suspensão. Total suspensão, pés fora do chão e um grito que sacode todo afeto que não cabe no peito e a declaração derretida e veloz de amoras. De volta ao ponto de origem e você estático, parada que nem pedra dessa do coração. Menino e Menina. Veja, se não disser isso aqui que pulsa pulsa pulsa pulsa irá explodir. Tarde demais seus gestos me fazem rir e eu já estou nadando em nuvens e dançando sem a noção da gravidade. Por onde andam meus pés se ainda me há dor ao te sorrir com as narinas? Elas flagram essa respiração que te espirra pra outro lado quando o estõmoga gela todinho.
Ah, se você não aparece.
( Tudo que movimenta internamente pede pra nascer. Algo permanece e se rompe com uma enorme suspensão que explode, vaza, inunda o espaço. Todo espaço respira paixão. Movimento, trajetória e aquelolinho ali é rompimento, é suspensão. Diga lá, logo, senão a qualquer momento se perde para ele- o espaço. E o corpo se atravanca nessa máquina-de-diversão que te movimenta, te contorce, te afasta independente da vontade.)
Nenhum comentário:
Postar um comentário