Tudo dança, suponha você mesmo. Como se pudesse descolar cada parte da parte do seu coração: cabeça pra lá o olho pra cá, seco é o ar e úmidas são as mãos, garganta? Nem se fala. Jogo ativo é brincar de realidades possíveis. Ele que é cabelo, ela que é dedoche doce dedoche que goza de tesão, eles que no bar ao som do Rafa qualquer fazem suspensão. Talvez um blues, um rockizinho, um beijinho. Novo modo para se falar do mesmo ou variação do mesmo tema, mas a incomunicabilidade lá, cortando pulsos e afiando facas. Não pode, não dá. Tudo cheira dor caramelizada, muita, mas muita dor e uma pincelada de caramelo. Do pé, da trajetória, dos deslocamentos, do dedo, do movimento. Cada caminhada te transporta para um lugar: nova situação, suspensão. Tudo tem sua hora de entrar e sair. Nade, nade para se afogar, pula logo. O mar desse "planeta" é de algodãozin que absorve feridas que se sangram.
Ah, coração leviano.
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