sábado, 20 de novembro de 2010

Pensando em te matar de amor eu te espero cá dentro eu te espero calado tem duas veias aqui duas veias grossas e são bolsas de amor pra você todos os pêlos pra você todo o meu corpo pra você as veias os pêlos as dobras é tudo pra você eu quero que você preencha todos esses espaços eu quero que você nade por essas veias eu quero brincar com as suas veias arranque as minhas veias como se arranca um coração a vontade que eu tenho é deixar pois está acabando o amor eu tenho vontade de puxar os teus cachos e fazer deles como se fossem bolhas de amor e subir com todas as bolhas e tingir com beijos pois a vontade que eu tenho puxando o teu cabelo e pegar em certas partes do teu ombro e fazer dele como se fosse uma gangorra que eu pudesse balançar nele e te contar histórias e escolher os nomes dos nossos filhos a vontade que eu tenho é botar um vaso de planta macio pois a vontade que eu tenho e a gente pudesse regar todas essas folhas todos os dias a vontade que eu tenho é te cuspir a cara e ver todos os dias florescer violetas rosas e margaridas a vontade que eu tenho eu queria esses peitos é de te apertar o peito em cima de mim para que eu pudesse ter um lugar para descansar e me deixa só e tocar a sua blusa e confiar em alguém e não consegue não me satisfaz eu queria as suas mãos e virar suor pra me tocar os tecidos e introduzir nos seus lábios e brincar de mãos e arrancar os seus dentes encaixadas um por um a vontade que eu tenho é de te arrancar os dentes um por um pois está acabando o amor e essa é uma das músicas que eu mais gosto e cortar a tua língua eu não sei se você sabe disso e te agarrar e arrancar os dentes quanto toca eu fico sensível e transforma o teu temperamento e puxar os cabelos e puxar os teus olhos e você trouxe pra gente ouvir? e jogar eu trouxe a três uma pedra em cima deles teus olhos parecem doces amêndoas a vontade que eu tenho assim de cabeça pra baixo o seu sorriso fica lindo eu tenho vontade de construir um navio só pra ver os seus olhos eu tenho certeza eu tenho e fica lindo na vontade de invadir as mãos das linhas dos pés e o corpo fica leve fica junto próximo a você eu amo você eu detesto você eu detesto você.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010





É que eu sou uma garota anti-Sprite. Me agita quando eu estou quente pra ver o quanto eu explodo!





Antes, eu só sentia. Meus poros se super-dilatavam, os pelos se eriçavam, pareciam mini-radares à procura do que os instigava. O coração era capaz de bombear todo o sangue do mundo! Aí você começou a querer que eu falasse, que eu dissesse, escrevesse, documentasse coisas que eu te dava de bom grado, sem que você me pedisse. Você me calou. Me prendia nas palavras, nas definições, nas sentenças. Eu não sabia mais ser, sentir. Comecei a me vigiar o tempo todo. Você tem noção do que é ser guarda da sua própria vida? Do que é controlar um suspiro, um lacrimejar dos olhos, um sorriso que se esboça no canto da boca? Aí eu desisti. Até o dia que você me deixou partir e eu fui. Fui por aí a borboletar novamente. Agora eu sou algodão no vento. Agora eu pinto o céu da cor que eu quero. Agora eu não preciso de você. Agora eu sinto de novo.

domingo, 14 de novembro de 2010

Sobre aquela amora de cada dia




Rio de Janeiro, 15 de novembro de 2010.

meu AMOR,

as palavras me tomam o corpo. a boca. o corpo. e eu flutuo apaixonado pela casa, rabiscando corações vermelhos pelas paredes e presenciando os laços invisíveis que se camuflam nos nossos corpos. eu perco o controle. as lágrimas transbordam o rosto e viram sorvetes. tenho falta de ar e encho bexigas. sinto falta de você. beijos com cheiro de saudades.

obs: eu te mastigo inteiro.aqui.bem perto.aqui.bem longe.

Domingo no parque... ou muita forma, colorido, cheiro e som.

Visita ao parque Shanghai...

Roda Gigante do meu peito...


Eu quero descer agora. Não agüento mais o tec-tec no meu ouvido. Esse brinquedo é longo e pausa o tempo todo. Olho o céu, as árvores e vejo a necessidade de estar acompanhado aqui dentro. Me gera instabilidade e seguro minha mão firme pelas extremidades do ferro colorido, me perdendo no balançar do pisca-pisca.

Búfalo ou a sua mania de liderar...


Você me aperta todo, me esmaga o corpo. me destrói por dentro. você sobe. você cai. sinto frio na barriga... me joga agora nessas quatro voltas do seu estranho ensejo de amar.

Pista reação para ultrapassar o medo...

Fico preso pela cintura e consigo ouvir os batimentos do meu coração. Me segura pelas mãos e me guia, meu bem.




Ouço o teu silêncio agora. Escuto os seus batimentos e perco-me nas entrelinhas do infinito espaço que o meu finito coração suporta. Tenho a sensação que sempre estivemos calados um para o outro. Ouve-me. Escuta os meus batimentos. Ouve-se o meu silêncio.

Trem fantasma... ou coisas que se aproximam



(no escuro) é. por favor. antes de ir. eu queria. te pedir. te implorar.te dizer.( suas costas escorregam pelo banco) queria te dizer. antes de entrar.antes das luzes se apagarem. (o brinquedo começa a se movimentar) e os monstros a aparecer. te pedir. te implorar. te dizer.(ouve-se gritos e lamentos ao longe).

Barco Viking: subindo e descendo





//Subir de frente
Descer de costas//
\\Subir de costas
Descer de frente\\

Fotografia*

* Fotos by Luiz de Oliveira
































sexta-feira, 12 de novembro de 2010






É nesse estar junto, estar separado...
estar bifurcado a alguém...
É que eu me perco, me encontro , te
encontro e te perco, mais uma vez.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Textos da Dani.


( A Dani me enviou como referência e eu quis dividir).
SEGUNDA-FEIRA, 23 DE MARÇO DE 2009
FAQ
será que voce pensa que eu sou do tipo "amostra grátis"?

comer um pedaço de mim vai te fazer entender todo o resto e apreciar ou não o que voce supõe ser o inteiro?

se provar a parte ruim, aquela bordinha que sempre queima quando sai do forno, ou a quantidade de água sempre mal calculada que acaba e a chaleira fica lá, quente e solitária como eu tenho me sentido: quente e só, e aí?

será que depois de me provar voce vai escovar os dentes, beber um suco ou comer um doce? talvez fique passando a língua na gengiva para sentir a saliva temperada da minha presença?

acho que voce vai continuar andando pelo supermercado e fazendo cálculos para levar somente o necessário.
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SEXTA-FEIRA, 5 DE DEZEMBRO DE 2008
eu faço desenho com constelações
toda segunda feira é a mesma coisa. esperar a estética começar pra eu me desligar do mundo através da melodia baiana prolixamente ditada e esperar por ele, meu objeto de desejo. branco, esguio, montado deliciosamente sobre ombros largos, ossos magros de costas retas...meu objeto, o pescoço daquele menino encantador assim... quieto, calmo, bonito... acho que o nome dele é... (bom, não quero dizer aqui, mais sei qual é porque esperei ele assinar a pauta)... "o belo essencial de platão"... (talvez foi isso que o professor disse)... "platão pensava assim...amor, beleza, dialética ascendente"....eu até que fui bem na prova...de perfil ele também é lindo...um cabelo curto, claro, uma barba por fazer, um nariz grande adequadamente posto num rosto comprido...uma boca semi-aberta ao copiar a matéria "a idéia do sublime de baumgarten".... a boca se fecha com a mão no queixo e um olhar atento...será sono? vontade de passar os dedos naquele pescoço... "podemos falar de prazer"...que frase perfeita pra essa hora..."experiência estética fenomenal"...caraca, o professor sabe mesmo das coisas.... fenomenos da natureza...ele tosse, ele sempre tosse...e ele sempre passa a mão naquele pescoço... chega menina, parece romance barato de banca de jornal da central do brasil...

depois que descobrí aquele pescoço nunca mais dormí nas aulas...

sabe aquelas vontades de ficar quieta ou de não falar tão alto?

pois é, dá sempre essa vontade...

mais aí eu sempre rio e estrago tudo.

como sempre.

"o belo é o universal sem conceito"...foi a última coisa que ouví.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Ensaio 05/11

Tudo dança, suponha você mesmo. Como se pudesse descolar cada parte da parte do seu coração: cabeça pra lá o olho pra cá, seco é o ar e úmidas são as mãos, garganta? Nem se fala. Jogo ativo é brincar de realidades possíveis. Ele que é cabelo, ela que é dedoche doce dedoche que goza de tesão, eles que no bar ao som do Rafa qualquer fazem suspensão. Talvez um blues, um rockizinho, um beijinho. Novo modo para se falar do mesmo ou variação do mesmo tema, mas a incomunicabilidade lá, cortando pulsos e afiando facas. Não pode, não dá. Tudo cheira dor caramelizada, muita, mas muita dor e uma pincelada de caramelo. Do pé, da trajetória, dos deslocamentos, do dedo, do movimento. Cada caminhada te transporta para um lugar: nova situação, suspensão. Tudo tem sua hora de entrar e sair. Nade, nade para se afogar, pula logo. O mar desse "planeta" é de algodãozin que absorve feridas que se sangram.
Ah, coração leviano.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Imagens.




O espaço-atuação-vivência é a escolha do meu novo mundo.
Aqui se come, se ama, se respira diferente de tudo isto que não você em pés suspensos, eu sufocado, você em trajetórias. Melhos que andar é ser pego de surpresa pelo espaço. Loucura esta que apresenta um tempo qualquer. O tempo que diferencia vida de obra. Meus minutos são silêncios, passos, gesto trajetórias e o espaço. Tempo/espaço são pequenas partículas que se coexistem e se transpassam no meu corpo e tudo, com ele crio o que quero.
Bem-vindo a sala (espetáculo) que chora, que as cadeiras cochicham, que o chão é de trilhos, que os dedos são eu mesmo, que meu alfabeto são os gestos, que a política é um amor qualquer, que você é o único habitante, que visão não tem proximidade, que tudo ruído é barulho e barulho comunica, menos este eu te amo que há tanto tempo e não expressar.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Vetor oposto.

Até o dado momento os movimentos de loopings e suspisros levaram ao lúdico da forma, corpos suspensos, encaixe do melhor sabor de passeio ao espaço. O ar sabe-se que é rarefeito, respiração seca e engasgada de algo por dizer. Não se escolhe a nenhum momento se mover, o espaço te suga para qualquer lugar, como o próprio desejo, como o próprio brinquedo.
PARA DAR SABOR PENSAREMOS NO CONTRÁRIO.
Falar de amor pensando em impotência, estar a dois querendo matar, ódio que vira qualuqer coisas menos isso que você mente. A cada eu te amo é uma faca que corta o corpo. Não mais se completam por que sobrou amor, amor demais dói, sufoca, dá raiva e uma vontade explosiva de fugir, ansiedade.
Toda paz precisa de guerra, todo alcance precisa do primeiro segundo.
O corpo impotente por seguir sozinho e tudo isso na cabeça te amando, e tudo aqui fora te esquartejando. A palavra é um tiro a queima roupa, um homícidio com todas as provas do crime expostas.
Amor de escatologia, seu cuspe na minha língua, seu sexo na minha boca, seu corpo para beliscar, seu gemidos de dor levam qualquer a um.
E você não mei deixa em paz. E você faz meu corpo tremer.
Que ódio esse amor.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Brasil Afora | "A lhe esperar" | Os Paralamas do Sucesso

Amor é ódio.

Presente do Caio para o nosso processo.


O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.
O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.
O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.
O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.
Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.
O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.
O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.
O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.
O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.
O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.
O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Os movimentos.

(Correspondente a toda e qualquer intenção que vai além apenas do mecanismo).
Qual a história que se conta?
Primeiro ela chega, caminha a frente por que você a deixou. Olha tudo e as luzes te encantam, a menina que espera. Que se arrumou sabe-se lá pra quê. Olhos que dançam a espera dentro desta concha ocular, espaço este que ocupa o meu mar de declaração. Da boca do palhaço meus dedos fazem lágrimas. Deixa eu te pedir uma fala, um minuto, um pacto. Olha ela ali de mãos ao alto gritando por você, por ela, por amor. Trem fantasma direto do abismo. Xiiiiiiiiii Vrummmmmmmmmmm. Meu estômago ée pura adrenalina. Escuta. Não, melhor fala. Dificil dizer. A tua espera me gera arrepios, o espaço me contamina como fios elétricos. Cadê você, ora bolas? Bola de sabão, bola com bis. Ele que te deixou porque...porque...porque te amava, calça as luvas pra melhor te encontrar, os dedinhos riem on chão de tanta ansiedade. De agora não passa, não consigo dizer. Se você não diz os ombros tremem de choro. Ele está em neve, desculpa ele. Desculpa eu.
Arruma o cabelo. Desarruma. vai embora, espera. Beijinhos no espaço. Beijinhos no espaço, ela não pode partir.
O maior silêncio está nas nossas mãos dadas, nos nossos abraços dançados. Eu desgosto tanto de não dizer e não digo. Não sei falar de amor, cara de monstro pra ver se te reconheço, se te assusto, se te amo. Abra os braços e bate-bate coraçaõ, bate bate as asinhas pra te encontrar, se assim se bate. Parece passarinho.
Falo pra você que está na minha frente e mora tão longe. Queda total.
As palavras estão preenchidas de dores. Amar dói, sabia? Dói tanto que eu tenho vontade de rir, descontroladamente. E os pés persistem em não ficar no chão, aterriza-se nas palavras ou a qualquer momento estará suspenso, daqui.
Trajetórias-passeios-procura-corrida pra te encontrar- desvio de susto. Muda o cabelo pra vê se chama atenção, cola seu amor na parede pra se te conquisto. grita pra janela pra me ouvir. Come, chora, espera.
Preciso ser visto, ser vista ainda que esteja lá, ainda que aqui. Deu brecha, deu suspensão pra amar. Tudo lento. Eu te amo, eu te amo, eu te amo.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010